O Peru acaba de realizar seu processo eleitoral e o novo presidente está prestes a tomar posse, mas a notícia que está fazendo todos se perguntarem se ele conseguirá cumprir seu mandato é a história de um Congresso que não brinca em serviço. Em apenas 10 anos, quatro presidentes já foram destituídos, o que coloca o país em um cenário de grande instabilidade política. Isso significa que o novo presidente, seja ele Keiko Fujimori ou Roberto Sánchez, terá que lidar com um Legislativo que não tem medo de tirar o mandato de quem está no poder.
A pergunta que todos se fazem agora é: o que está por trás dessa cultura de destituição no Peru? Será que é uma questão de corrupção, de abuso de poder ou algo mais profundo? A história recente do país mostra que a relação entre o Executivo e o Legislativo é, no mínimo, conturbada. Com a destituição de quatro presidentes em uma década, é claro que há um problema mais amplo que precisa ser enfrentado. O novo presidente terá que navegar por essas águas turbulentas e encontrar uma maneira de trabalhar com um Congresso que parece estar sempre pronto para dar o golpe final.
A situação no Peru é um lembrete de que a política não é um jogo para amadores. Em um cenário onde a estabilidade é um luxo que poucos podem se dar, o novo presidente precisará ter habilidades políticas afiadas para sobreviver. Isso inclui não apenas lidar com as questões internas do país, mas também manter uma boa relação com os outros países da região e do mundo. Em um momento em que a cooperação internacional é mais importante do que nunca, o Peru não pode se dar ao luxo de ter um governo instável.
A eleição no Peru é um alerta para todos os países da região sobre a importância de uma democracia saudável e estável. A capacidade de um governo de funcionar de maneira eficaz depende não apenas do presidente, mas também do Congresso e de outros órgãos do Estado. A destituição de quatro presidentes em 10 anos é um sinal de que algo está muito errado e que é necessário um olhar mais profundo sobre as instituições políticas do país. O Brasil, que não é estranho a crises políticas, deve prestar atenção a essa situação e refletir sobre as lições que podem ser aprendidas com o caso peruano.