Eu nunca imaginei que um dia seria vítima de um assalto. Na última terça-feira, minha vida mudou para sempre. Eu estava caminhando tranquilamente quando, de repente, um homem armado me abordou e exigiu que eu entregasse todos os meus pertences. Não havia nada de extraordinário nessa cena, apenas o medo e a impotência de saber que estava à mercê de um desconhecido. Ele ameaçou, eu entreguei tudo e ele disparou com a moto, deixando-me sem nada, nem mesmo com um celular para pedir ajuda.
O que mais me chocou, no entanto, não foi o assalto em si, mas a reação da polícia quando fui relatar o ocorrido. Parecia que eles não se importavam com o que havia acontecido, como se fosse apenas mais um caso qualquer em uma longa lista de crimes. A falta de empatia e de interesse em resolver o caso me deixou com uma sensação de abandono. É como se a justiça não estivesse mais ao lado da vítima, mas sim ao lado do criminoso.
A busca por justiça se tornou uma luta solitária. Eu sinto que estou sozinha nessa batalha, sem o apoio das autoridades que deveriam estar ao meu lado. É um sentimento de desamparo e de desespero, saber que o sistema não está funcionando como deveria. O assalto foi apenas o começo de uma longa e árdua jornada em busca de respostas e de justiça. Eu não sei como isso vai terminar, mas sei que não vou desistir.
A pergunta que não quer calar é: até quando vamos tolerar essa impunidade? Até quando vamos permitir que os criminosos atuem com tanta liberdade, sabendo que as chances de serem pegos são mínimas? A sociedade precisa acordar e exigir que as autoridades tomem medidas concretas para combater a criminalidade. Não podemos mais aceitar que a violência seja a nossa realidade diária. É hora de mudar, é hora de lutar por um futuro mais seguro para todos.